quinta-feira, 7 de março de 2013

Como demolir um prédio

Os meus compatriotas descobriram uma nova forma de como de demole um edifício:

Dois concertos num só






Foi o que aconteceu sexta-feira passada na Aula Magna quando os Yo La Tengo vieram mais uma vez ao nosso país (Ira Kaplan disse no Concerto que a 1ª vez foi já há cerca de duas décadas.... o samurai não tem a certeza que seja tanto) para dar um bom concerto.
Tendo como cenário umas árvores que faziam lembrar a capa do seu último álbum já deste ano Fade, os três elementos da banda apareceram um pouco depois da 21 horas para apresentar "Ohm". Na hora a seguir a banda continuou numa toada calma a cantar canções todas elas em versão acústica, sendo grande parte do álbum deste ano. Ira Kaplan ia apresentado algumas delas e comunicava com o público de forma a poder haver alguma animação. Durante este tempo quase que parecia que a idade já tinha chegado aos seu elementos (Georgia Hubley, a baterista,  por exemplo já tem mais de 60 anos) e que os Yo La Tengo já não seriam a banda enérgica que o Ronin tinha ouvido dizer que eram. Ira entretanto anuncia que iriam fazer um intervalo e que já voltavam.



Enquanto não voltavam aconteceu uma mudança de cenário (as árvores que pareciam de cartão por exemplo desapareceram) e apareceu então o 2º concerto cerca de meia-hora já depois: parecia ter aparecido uma nova banda e os outrora calmos e velhos Yo La Tengo deram origem aos enérgicos e eléctricos Yo La Tengo que se divertiam a tocar canções de toda a sua vasta carreira. "Ohm" que tinha  sido a primeira canção do concerto voltou a ser tocada já numa versão muito mais parecida com a de Fade com muita distorção (amigos do ninja que não chegaram a ouvir o último álbum ao ouvir a canção de inicio pensavam que ela era fraquita, mas ao ouvirem na 2ª vez perceberam o quão boa é ela). Ira Kaplan deixou entretanto de deixou de comunicar com o público parecendo estar mais divertido ao tocar e fazer sons com a sua guitarra, tal como aliás os restantes elementos da banda, e passou a haver uma masturbação instrumental por parte do trio norte-americano que se deliciava e divertia o público com o som que saía dos seus instrumentos.
E já cerca da meia-noite acabou este concerto. Houve contudo ainda tempo para dois encores, com o primeiro a ter inclusive uma cover dos Love ("A message to pretty") a pedido de elementos do público da 1ª fila no Concerto e o 2º com o casal Ira e Gergia a cantarem o calminho "Griselda" já com parte do público a não estar na sala.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Já que houve Óscares ontem...

O samurai deixa-vos aqui o belo filme da Disney que ganhou a estatueta deste ano para melhor curta de animação.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Os problemas do Google Translate

Pega-se numa canção que quase toda a gente conhece (a canção de apresentação de O Principe de Bel Air) e veja-se como é que fica ao se utilizar o motor de tradução da Google:

E estamos num Reality Show



Reality é o novo filme de Matteo Garrone o realizador do muito bom Gomorra que já tinha estreado cá em Portugal. Garrone parece tornar-se assim um dos poucos realizadores italianos que consegue com que os seus filmes se estreiem em Portugal.
Mas quem está há espera de um novo Gomorra não estará com sorte: enquanto que o anterior filme contava o que pode acontecer e como se consegue sobreviver em Nápoles com as lutas das várias famílias mafiosas que existem na cidade, este seu novo filme tenta antes fazer uma crítica aos reality shows que pululam nas televisões e o efeito que podem provocar nas populações. Reality narra a estória um peixeiro napolitano (curiosamente representado por Aniello Arena, um actor que se encontra preso por ter estado ligado à mafia napolitana e que faz um bom papel no filme) e da sua família e do sonho que Luciano tem em entrar no Il Grande Fratello, o Big Brother italiano.  De inicio vemos Luciano a ter uma vida pacata, mas a admirando os intervenientes do programa. Mas aos poucos o simpático peixeiro começa a perder toda o toda a sua vida(mesmo na questão familiar) há medida que a sua demência e paranóia aumentam com a ideia de ele próprio se poder tornar um herói da sua cidade.
E quanto ao vosso humilde samurai é aí que o filme falha: o espectador vai vendo toda esta espiral da paranóia de Luciano pensando que toda a gente o observa e o julga para entrar no programa colocando o filme como um simples drama (bom drama, mas apenas um drama) e não conseguindo aproveitar os restantes elementos familiares para o filme. Perde-se deste modo a possibilidade de homenagear a antiga comédia de situação do Cinema Italiano (que tem sido uma das formas de vender este filme) e transforma-se o filme quase num one man show.
Apesar de tudo não é um mau filme, mas o Ronin esperava mais do filme, quanto mais não seja por ter no seu currículo o prémio de Júri do Festival de Cannes do ano passado.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Volta Hoje...



Isto nos EUA, porque em Portugal é a partir de quarta-feira na FOX às 22.30H  que se pode ver em Portugal a 2ª parte desta 3ª Temporada dos nossos mortos-vivos favoritos. A 2ª temporada (principalmente na sua primeira parte foi relativamente fraca), mas foi crescendo o suspense da série. Em Outubro porém com o aparecimento de novas personagens entre elas um grande vilão (e já agora o regresso de um outro) a série tornou-se de facto muito interessante sendo considerada inclusive em vários lados como uma das melhores do ano passado. Vamos ver como acabará a guerra entre os humanos e já agora se os mortos-vivos se conseguem safar deles

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Hanzo quer este filme em Portugal !!! (46)

100 Yen: The Official Story Trailer from Strata Studios on Vimeo.

Não percam...

Amanhã estreará nos EUA talvez a série desta Temporada que o Ronin mais esperava: House of Cards, uma série que terá (pelo menos nos primeiros episódios) como realizador David Fincher, que é também o seu Produtor e que tem a particularidade de ser transmitida nos EUA pela NETFLIX. Em Portugal acabará por passar em simultâneo na TVSéries que até estará em sinal aberto nos próximos tempos. Não têm assim forma de deixar escapar esta oportunidade.
Falta referir que esta série é baseada num conjunto de 3 mini-séries britânicas da década de 90 que chegaram a passar cá em Portugal na RTP 2 e que elas são também muito recomendáveis. Para quem não as viu pode também aproveitar e vê-las por que valem a pena. Palavra de Samurai.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Em Nova Iorque ...

Regressa hoje nos EUA (em Portugal ainda não chegou a nenhuma televisão... de que é que estão à espera) uma das melhores comédias que surgiram nos últimos tempos em TV. É Girls, a série produzida por Judd Appatow e criada por Lena Dunham que é também a principal actriz,  e que conta as desventuras de Hannah Horvath  e das suas amigas a vaguear pela cidade de Nova Iorque e meios perdidos sem saber o que fazer. Imaginem uma mistura entre uma versão feminina de Woody Allen e O sexo e a cidade numa geração mais jovem e mais instruída e talvez percebam o que sai daqui. 
Para quem não conhece o ninja aconselha-os a tentar: de inicio poderá ser difícil, mas depois como diria Fernando Pessoa "à primeira estranha-se e depois entranha-se" e percebam a razão pela qual Lena Dunham se está a tornar num dos nomes principais dentro da comédia norte-americana:

Os 10 álbuns de 2012

Para o vosso humilde Samurai estes foram os 10 Melhores álbuns do ano passado:

1- G.Y!B.E. - Allelujah! Don't Bend! Ascend!


2 - Fionna Apple - The Wilder Wheel... Will Ever Do


3 - Ty Segall Band - Slaughterhouse


4 - Kendrick Lamar - Good Kid, m.A.A.D. City


5 - Japandroids - Celebration Rock


6 - Dinousaur Jr. - I Bet On Sky


7 - Ariel Pink's Haunted Grafitti - Mature Themes 


8 - Mark Eitzel - Don't Be A Stranger


9 - Angel Olsen - Half Way Home


10 - La Sera - Sees The Light