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quinta-feira, 7 de março de 2013

Dois concertos num só






Foi o que aconteceu sexta-feira passada na Aula Magna quando os Yo La Tengo vieram mais uma vez ao nosso país (Ira Kaplan disse no Concerto que a 1ª vez foi já há cerca de duas décadas.... o samurai não tem a certeza que seja tanto) para dar um bom concerto.
Tendo como cenário umas árvores que faziam lembrar a capa do seu último álbum já deste ano Fade, os três elementos da banda apareceram um pouco depois da 21 horas para apresentar "Ohm". Na hora a seguir a banda continuou numa toada calma a cantar canções todas elas em versão acústica, sendo grande parte do álbum deste ano. Ira Kaplan ia apresentado algumas delas e comunicava com o público de forma a poder haver alguma animação. Durante este tempo quase que parecia que a idade já tinha chegado aos seu elementos (Georgia Hubley, a baterista,  por exemplo já tem mais de 60 anos) e que os Yo La Tengo já não seriam a banda enérgica que o Ronin tinha ouvido dizer que eram. Ira entretanto anuncia que iriam fazer um intervalo e que já voltavam.



Enquanto não voltavam aconteceu uma mudança de cenário (as árvores que pareciam de cartão por exemplo desapareceram) e apareceu então o 2º concerto cerca de meia-hora já depois: parecia ter aparecido uma nova banda e os outrora calmos e velhos Yo La Tengo deram origem aos enérgicos e eléctricos Yo La Tengo que se divertiam a tocar canções de toda a sua vasta carreira. "Ohm" que tinha  sido a primeira canção do concerto voltou a ser tocada já numa versão muito mais parecida com a de Fade com muita distorção (amigos do ninja que não chegaram a ouvir o último álbum ao ouvir a canção de inicio pensavam que ela era fraquita, mas ao ouvirem na 2ª vez perceberam o quão boa é ela). Ira Kaplan deixou entretanto de deixou de comunicar com o público parecendo estar mais divertido ao tocar e fazer sons com a sua guitarra, tal como aliás os restantes elementos da banda, e passou a haver uma masturbação instrumental por parte do trio norte-americano que se deliciava e divertia o público com o som que saía dos seus instrumentos.
E já cerca da meia-noite acabou este concerto. Houve contudo ainda tempo para dois encores, com o primeiro a ter inclusive uma cover dos Love ("A message to pretty") a pedido de elementos do público da 1ª fila no Concerto e o 2º com o casal Ira e Gergia a cantarem o calminho "Griselda" já com parte do público a não estar na sala.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Soube a pouco ...


Não é que o concerto tenha sido mau, porque não o foi de certo, mas o vosso Samurai pensa que o concerto que o "monstro" Mark Lanegan, ele que foi vocalista dos Screaming Trees, que esteve durante algum tempo nos Queens Of The Stone Age, que se junta de vez em quando com a ex- Belle and Sebastian e que tem os Gutter Twins em conjunto com Greg Dulli dos Afghan Whigs, que deu no passado dia 31 de Março no TMN ao Vivo (Espaço agradável a propósito este para os lados do Cais do Sodré) poderia ser melhor. 
Num concerto onde se manteve impávido durante quase toda a sua actuação sempre na mesma pose (como mostram as fotos) a olhar para o infinito e pouco comunicativo (as sua únicas palavras durante o concerto foram a apresentação da sua banda de apoio e o vários agradecimentos ao muito público que encheu a Sala), e isso não é mau  pois ajuda a sua imagem de duro (que também se deve à sua forte e grande voz de alguém que parece ter já bebido e fumado muito).
Começou muito forte com "When your number isn't up", a canção que abre Bubblegum, seguida de "Gravedigger's Song", 1º Single e canção que abre o último álbum, Blues Funeral, mantendo-se depois por algum tempo em material mais antigo do já referido Bubblegum e de Field Songs incluindo a fortíssima "Hit the city" ao qual só faltou a voz de P. J. Harvey. 

Mas depois regressou ao último álbum e aí é que está o problema. Não é que o álbum seja fraco, não o é certamente (quando tem uma canção como "Leviathan" por exemplo, que aliás foi tocada no concerto não poderá ser um álbum fraco), mas é o mais fraco da sua já longa e recheada carreira (e mesmo assim é muito melhor do que muitas coisas que andam por aí). Mesmo assim ainda deu para voltar a algumas coisas mais antigas incluindo "Crawlspace" uma canção dos Screaming Trees que andava perdida até ao ano passado com  o lançamento de Last Words: The Final Recordings. 
Já no Encore acabou de novo em beleza e muito forte com "Methamphetamine Blues" onde infelizmente houve alguns problemas quase não se ouvindo a sua voz.
Apesar de tudo um bom concerto, embora tivesse sabido a pouco para o Ronin.... que espera que Mark Lanegan volte a brindar-nos com o seu talento cá, quer seja a solo quer acompanhado por um dos seus habituais e muitos "companheiros de route"
Na 1ª parte do concerto estiveram os belgas Creature With The Atom Brain, banda de alguns dos elementos que acompanhavam Mark Lanegan no concerto que com o seu Stoner Rock abriram bem mas não deslumbraram na sua actuação.

domingo, 18 de março de 2012

E se Lisboa em Março de 2012 fosse como o quarto dum adolescente norte-americano da década de 70?




2ª feira Lisboa engalanou-se para ir ao Teatro. O da Trindade bem-entendido. É que se ia receber o nosso irmão mais velho. O Sr. cool por excelência, Thurston Moore, fez o obséquio de nos deliciar com um grande concerto onde nos mostrou que os seus já 53 anos ainda está aí para as curvas e que mesmo que os Sonic Youth estejam num hiato que não se saiba se para sempre, poderemos continuar a contar com ele para uma boa carreira a solo.
Depois de ter passado por Guimarães e antes do concerto especial na ZDB o nosso irmão que queremos mais tarde imitar foi tocando canções da sua já longa carreira também a solo. E assim não foi surpresa terem passado pelo concerto canções antigas como Pretty Bad ou See trough play-mate do álbum de 1995 Psychic hearts, mais eléctricas em conjunto com  outras mais calmas dos últimos dois álbuns. E Thurston, embora estivesse ali para nos dar um grande concerto na realidade estava de bom humor e queria-se essencialmente divertir. Por isso falava com o público querendo saber a opinião de como estavam a correr as coisas e de quando em quando perdia-se com improvisações e jams (como por exemplo na excelente de Circulation) onde  era o pequeno menino rabino que sonhava ser como os seus ídolos.
 Mas isso foi há já algumas décadas e o outrora adolescente que queria ir para casa rapidamente para ir ouvir no quarto a música inconformada com toda a sociedade (como ele próprio confidenciou) tornou-se ele próprio no ídolo de muita gente.
A hora e pouco que foi o concerto foi assim muito bem passada por todos os que foram ao Teatro da Trindade (que não esgotou!!! Blasfémia!!!), acabando ainda por cima em beleza com mais  uma jam já no 2º encore, e deseja-se que quando quiser o nosso irmão mais velho nos avise para o recebermos condignamente para mais um concerto futuramente.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Bug do ano 2000 finalmente chegou a Portugal


As meninas Nisenenmondai chegaram a Lisboa para dar um concerto na ZDB e se darem a conhecer ao povo do sul do país (no dia anterior tinham estado no Porto) e não desiludiram quem as conhece, dando um bom concerto. Depois dos Lobster , que também eles tinham dado um concerto agradável com a sua  mistura entre At the Drive-In e ... And You Will Know Us by The Trail Of Dead (que embora já ninguém lhes ligue continuam a editar bons álbuns - é favor confirmar The Tao of The Dead, deste ano se fizerem favor), mas sem voz chegaram as minhas compatriotas que fizeram o que prometeram fazer quando começaram (segundo contaram já em entrevistas dizem que criaram a banda para fazer mais barulho do que uns colegas que tinham uma banda e isso não há dúvida que o fazem), muito barulho. A música delas consiste em sons repetitivos, que muitas das vezes de tão repetitivos e experimentais parecem ser músicas de dança, embora não o seja. Destaque para a pequenina baterista Sayaka Himeno que coloca um ritmo impressionante na bateria.(como é possível alguém tão pequenino tocar tanto e tão rápido? É claramente na actualidade um dos melhores bateristas mundiais). Num concerto apesar de tudo pequeno (apenas cerca de 1 hora) e não havendo álbum recente de originais(o último foi Destination Tokyo, que já tem cerca de 2 anos) optaram por tocar algumas das canções com mais sucesso como Mirrorball ou Ikkyoukume. O ninja gostou. Agora já que estão numa de trazer bandas japonesas de música alternativa com elementos kawai (primeiro os Boris com Wata e agora as NiSenNenMondai) que tal trazer as OOIOO de Yoshimi P-we, sim a deusa dos Boredoms a quem os Flaming Lips dedicam uma música (Boredoms também não seria má ideia).

sábado, 29 de outubro de 2011

A missa foi boa




        Foi Segunda-Feira passada que Bonnie "Prince" Billy passou mais uma vez por Lisboa, desta vez para dar um concerto no Maria Matos. E como não poderia deixar de ser deu um bom concerto. Não um magnífico concerto mas um bom concerto apesar de tudo, onde conseguiu a proeza de quase sem entrar em contacto com o público mesmo assim ter todo o público de olhos esbugalhados para o palco (claro que ajudava ter no palco a presença da "menina" Angel Olson, voz feminina de Wolfroy goes to town, o disco deste ano de Bonnie), fazendo inclusivamente com que Billy tivesse de voltar para tocar mais músicas não uma, mas duas vezes para o já habitual encore




       E Bonnie Prince" Billy não interage com o público porque quando começa o concerto entra num mundo muito seu, onde parece ser o padre que nos está a dar uma palestra com os defeitos e virtudes de toda a gente, mas que ao mesmo tempo entra em diálogo com alguém imaginário superior tentando se desculpar das suas más acções e arranjando uma forma de as resolver. E é esta forma de estar no concerto em que ele parece estar noutro mundo enquanto "nos conta o pai-nosso", que faz com que os concertos (ou pelo menos este, o ninja nunca tinha assistido a qualquer concerto de Bonnie, embora que o visse antes me dizia que este até tinha sido o concerto mais fraco dele) de Bonnie "Prince" Billy acabem por ser algo em que tem de se ver para perceber e que fazem com que estejam todos vidrados no palco. Claro que ajuda igualmente as canções serem sempre muito boas (e claro ter alguém como Angel Olsen ao seu lado). E uma vez que Bonnie "Prince" Billy está sempre a editar material novo esperamos então ansiosamente pela nova vinda deste "príncipe".

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Um dos concertos do ano

Ocorreu este Sábado um dos concertos do ano de Lisboa. O de Six Organs of Admittance ou seja o Sr. Ben Chasny (ele que também faz parte dos muitos recomendáveis Comets on Fire) no Maria Matos. O ninja-samurai tem pena que o concerto tenha sido pequeno (cerca de uma hora), tendo consistido principalmente das músicas do último álbum, Asleep on the Floodplain, embora tenha também também tocado coisas coisas mais antigas. Sempre com um fino recorte de humor durante o concerto que contrasta com a maioria da sua música que é bucólica e até um pouco negra e deprimente, embora bastante bela. Não poderia faltar Lisboa,do já distante School of the Flower, com a qual acabou o concerto antes do Encore. E sim, a maneira como ele toca guitarra faz lembrar às vezes um dos seus ídolos, o gigante Carlos Paredes (embora o velho Ronin saiba também que será quase um sacrilégio comparar-se a este génio do vosso país). De qualquer forma sempre que quiseres podes vir tocar a Portugal, Ben.. nós agradecemos-te.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tinha tudo para correr mal ...




E no entanto até foi um bom concerto o dos Best Coast ontem no Lux. Isto porque o lugar não era claramente o ideal e o tempo também (ainda) não. O som também não ajudou, com demasiado feedback e com o princípio do concerto a quase não se ouvir nada: Bratty B foi mesmo cantada duas vezes por essa razão. Mas a simpatia de Bethany Cosentino interagindo com o público (e desculpando-se várias vezes pelos problemas técnicos do qual eles eram os menos culpados) e as canções (que apesar de serem solarengas são todas elas boas) acabaram por o salvar.O concerto acabou por ser pequeno, o que se compreende também por a banda ter apenas um álbum e as suas cantigas serem regra geral pequenas, mas resultou e os assuntos preferidos da carismática Bethany Cosentino (amores/desamores; sol; Snacks, o seu gato super-estrela e até a "weed" ) estiveram sempre presentes nas conversas dela com o público. Ainda deu para ouvir algumas novas canções que parecem continuar a temática e o som do primeiro álbum da banda e que deram para os presentes no apinhado Lux dançar um bocadinho. O concerto acabou em grande com When i'm with you e já em encore Each and everyday com direito a uma mini-jam feita pelos elementos da banda e todos sairam contentes ali dos lados de Santa Apolónia apesar das condições ali existentes(claramente não um espaço para concertos de rock). Antes dos Best Coast estiveram os portugueses Iconoclasts e o samurai ao vê-los começou a pensar que já devia estar velho: há uns 10 anos até poderia achar alguma piada a esta amalgama (o ninja lembra-se à cabeça de At the drive-in ou de Los Campesinos) coordenada por duas vozes que mais não faziam do que gritar as letras das canções. 
Voltando às coisas boas Bethany prometeu que voltaria. Esperemos que sim, desta vez num espaço e com som a condizer.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Grande espectáculo!!!


O fim-de-semana passado do vosso humilde samurai foi concorrido. Depois de um concerto no Sábado eis que na Segunda o ninja foi a outro, desta vez para ver o grande Neil Hannon, líder dos Divine Comedy. E mais do que um concerto foi um espectáculo de grande qualidade, com Neil a estar em grande forma, sempre com uma piada pronta a dar e quase sempre certeira. Apareceu em palco sozinho, e  bem vestido como é seu apanágio, para tocar várias canções só ao piano ou com guitarra. Foi dividindo as canções por toda a carreira da banda, mas como é óbvio com especial destaque para o álbum deste ano Bang goes the Knighthood. Sendo os Divine Comedy (ou deveremos dizer Neil Hannon, já que tudo parte dele) conhecidos pelos seus muitos arranjos as canções tocadas apenas ao piano pareciam alguma vezes estar despidas. Por outro lado o piano é um instrumento muito particular e todas elas acabaram por ganhar uma grande beleza. E como Neil Hannon disse no principio do espectáculo ele andou a preparar-se para os concertos por isso estava a tocar muito bem. 
 Mas mais que as canções, que são todas muito boas, o espectáculo foi mesmo o mister Neil, sempre simpático, conversador a meter-se com o público e quase sempre certeiro, dando-se ao luxo de gozar consigo próprio quando se enganava ou de cantar clássicos da década de 80 como Blue monday (aproveitando uma parte da letra de At the Indy Disco) ou Don't you want me, baby  (cantando inclusive com falsete os versos femininos da canção) ou chamando Cathy Davey que tinha feito a primeira parte para cantarem em dueto um outro clássico, este mais antigo Only have eyes for you (e o ninja acredita que muita gente gostaria de dizer esta frase quer à parte masculina quer à parte feminina do dueto. O ronin pelo menos não se importava de dizer isso à parte feminina). 
 Como devem ter percebido o samurai acha que foi um grande concerto. Só pede agora que venham proximamente os Divine Comedy e não a one man band spectacle que é o grande Neil. Pode ser que dessa vez Absent friends, que o ninja adora tenha  mais canções cantadas, já que desse álbum Neil só aproveitou Our Mutual Friend. Quanto à primeira parte Cathy Davey não é que o concerto tenha sido mau mas. Ela tem uma boa (ou bonita) presença, isso não há dúvida. Tem também  um boa voz (faz lembrar ao ninja a grande Emiliana Torrini - sim a da banda -sonora do Lord of the Rings - The Two Towers), mas falta-lhe um coisa, canções que ainda são a coisa mais importante na Música, embora por alguns sucessos às vezes não parece.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Soube-me a pouco...


Um dos melhores cantautores portugueses decidiu apresentar no passado fim-de-semana na Culturgest os esquissos do que será o seu próximo álbum, dando o nome ao espectáculo de Final de Rascunho por óbvias razões. O ronin foi assistir ao concerto de Sábado e saiu um pouco desapontado. Não é que o concerto tenha sido mau, mas soube a pouco ao samurai (embora tenha sido tocada essa grande canção do Ligação Directa, que é quase de certeza em minha honra). Como estava prometido o concerto foi essencialmente para apresentar o que será o próximo álbum ou seja essencialmente canções inéditas (duas já eram conhecidas: Faz parte, que  já tinha sido cantada no espectáculo do ano passado no Campo Pequeno com Fausto e José Mário Branco e a excelente Bomba-relógio, que tinha sido escrita para o último álbum de Cristina Branco e que apareceu agora com nova roupagem neste espectáculo e mais completa), com o acompanhamento de alguns clássicos e êxitos da sua obra. A acompanhá-lo além dos Assessores, a  sua banda que o acompanha há já algum tempo estiveram Bernardo Sasseti  e António Sérginho  que deram mais qualidade ao espectáculo. As novas canções parecem seguir a peugada do ultimo trabalhos de Sérgio Godinho, o que não é necessariamente uma má noticia, mas infelizmente a voz já parece começar a faltar. De qualquer maneira quem foi na noite de Sábado à Culturgest viu um bom concerto e ouviu das melhores canções escritas em Português acompanhadas por algumas imagens preparadas por André Godinho, e houve a boa ideia de passar no ecrã as letras das novas canções e a ajudar não esquecer que o concerto foi numa das melhores salas da capital. Claro que houve encores (qual é actualmente o concerto onde não há?), com o primeiro a fazer o ninja relembrar a sua infância e o segundo a deixar Sérgio Godinho a sós com uma guitarra, não havendo melhor forma de acabar o concerto. Apesar de isto tudo soube a pouco ao vosso samurai o concerto.

domingo, 30 de maio de 2010

Olha ... a banda do anúncio da Peugeot esteve por cá




Quinta-feira os Grizzly Bear vieram a Portugal pela primeira vez para tocar num Coliseu apinhado de gente. E cumpriram o que se esperava deles: um excelente concerto. Também não era difícil - traziam do ano passado um dos melhores álbuns que tinha saído para se ouvir (Veckatimest), e antes desse Yellow House, de 2006 também já tinha sido muito bom. Com o culto que que criaram a partir da confecção destas duas obras, como seria de prever bastava quase aparecerem para conquistar o público e foi isso que aconteceu. Praticamente desde o primeiro minuto do concerto que tiveram o público nas suas mãos. O vosso ninja admite que gostou muito do concerto, e ficou admirado com algumas coisas: a banda soube dosear bem as canções dos dois álbuns acima citados, optando por tocar apenas um da sua primeira obra (Horn of plenty de 2001). O ronin estava à espera de que eles apostassem mais no último álbum e felizmente eles não optaram por isso (e que bom foi assim ouvir "Lullabye", "Knife" ou "Colorado" por exemplo).
Por outro lado, outra agradável surpresa foi a simpatia e a comunicabilidade da banda, em especial de Edward Droste, quem neles se coloca mais no papel de vocalista. Dado terem canções intimas e bucólicas o samurai tinha a impressão que eles eram mais fechados. De resto as cadeiras que existiam para o público a partir de uma determinada altura tornaram-se um empecilho já que grande parte do público optava já por estar em pé e "sentir" a música. Essa situação notou-se principalmente a partir de "Two weeks" (a canção do anúncio de automóveis),dedicada ao motorista da Banda em Portugal: Nuno (Quem não o conhece pá!), onde toda o Coliseu estava de pé. No entanto o vosso Ronin e outras pessoas perguntavam-se nessa mesma música: "Onde raio está a Victória? Então ela não apareceu? Como?" (Para quem não percebeu, que vá ao YouTube ...o samurai não vos pode contar tudo, não é? Procurem ...) Muito provavelmente ela aparecerá é no próximo concerto da banda em Portugal, que irá ser no próximo SuperBock SuperRock... O concerto não teve um ponto mau, e a banda não teve dificuldades em conquistar o público (o que com a qualidade das canções não é muito difícil diga-se de passagem), acabando já em encore com uma versão acústica de "All we ask". Sobre a primeira parte de Cibelle o ronin não pode falar, pois quando chegou já estava a acabar a sua actuação. No entanto do Concerto de Grizzly Bear houve um pequeno problema ... havia vários casais (o que é normal tendo em atenção o tipo de canções que tocam), mas Hattori estava sem a sua Kimiko!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Foi curto o concerto, pá ...



Grande concerto de Rock foi o que se viu no passado dia 22 de Abril no Coliseu. Antes de mais o ninja pede desculpa de só agora comentar, mas essa situação acontece pelo facto de passados 5 dias ainda estar a recuperar do supracitado concerto. Na primeira parte houve os Gala Drop, que deram um concerto razoável. Houve pessoal que se chateou e muito por o concerto deles ter ficado forçosamente mais curto com o corte do som que tiveram. Mas passados poucos minutos de concerto alguém se lembrava verdadeiramente dos Gala Drop e do que lhes tinha acontecido. é impressionante como os anos não passam a nenhum deles: Kim Gordon já vai nos 50 e tal a caminho dos 60; Lee Ranaldo e Thurston Moore presumo que aos 70 e tal ainda sejam cool; Steve Shelley está lá afastado e ninguém nota a máquina que é; e Mark Ibold o "novo" elemento, sendo também já tão novo como isso (mesmo nos Sonic Youth). E por muito que gosto dele o problema poderá ter sido ele. É que estando há pouco tempo na banda o que aconteceu é que praticamente só se tocaram canções de "Eternal", que infelizmente o samurai ainda não conhecia. Apenas nos 2 encores se tocaram canções mais antigas (a única excepção se não estou em erro foi "Schizophrenia" que foi tocada a meio do concerto e que pertence a Sister). Apesar de isso o concerto foi excelente e sem paragens para respiração num Coliseu a apinhar totalmente. Depois dele o ninja promete que tirá obrigatoriamente de ter o "Eternal". Pena foi ter sido curto: "apenas" cerca de hora e meia. O ninja quer-vos cá rapidamente para tocarem desta vez as coisas mais antigas, é que ainda falta ouvir muita coisa vossa ao vivo, pá. E Mark, da próxima vez que vieres cá, podes trazer os Pavement, já que voltaram também. O ninja também ainda vos quer ver ao vivo antes de acabar este século.

sábado, 24 de outubro de 2009

Deve ter sido um bom concerto ....



Nos últimos dois dias em Lisboa houve festa. Pela primeira em muitos anos 3 dos principais cantores portugueses do século passado (e já agora também deste) decidiram dar um concerto em conjunto. A capital engalanou-se para receber o seu espectáculo no Campo Pequeno. Lá mais para Novembro será a vez de ser a cidade do Porto a recebê-los. Este vosso escriba que vos acompanha acabou por ir no 2º dia. E o que vos diz este humilde ronin? Primeiro do que tudo devem pensar que foi bem escolhido o local não? Apesar de tudo é uma sala que foi arranjada há pouco tempo e teoricamente tem boas condições. Pois bem meus caros estão completamente enganados. O vosso ninja também admite que estava num dos locais mais afastados, e já tinha recebido avisos de que o problema não seria apenas o de nem se conseguir ver os óculos de Sérgio Goduinho, José Mário Branco e Fausto. Pois bem esses avisos confirmaram-se com o som do espectáculo a a ser péssimo, parecendo mesmo ouvirem-se algumas coisas com eco, demonstrando que muito provavelmente o problema não seria apenas do local onde o ninja estava instalado, mas também da acústica da Praça de Touros. A ajudar a isso o vosso samurai ficou perto duns projectores, o que provocou um calor quase insuportável, razão pela qual muitas das pessoas à sua volta utilizassem leques, quase todos manufacturados pelas própria pessoas. Começou então o concerto com os 3 artistas em palco mais a banda. Tocaram algumas músicas até Fausto abandonar e pouco depois foi a vez de Sérgio Godinho fazer o mesmo. José Mário Branco tocou então algumas músicas essencialmente do seu último álbum. Foi substituído por Fausto que fez o mesmo, tal como depois Sérgio Godinho. Até aí o alinhamento das canções era quase invariavelmente das coisas mais recentes dos 3 artistas. Mas a partir da altura em que voltaram a estar os três em palco o alinhamento passou a ir também às coisas mais antigas do reportório dos  três artistas. Aproveitaram então para homenagear José Afonso numa canção e apresentar uma canção nova feita para o espectáculo - Faz parte (o retorno das audácias) - onde contudo se notou que Fausto deve ter feito pouca coisa nessa cantiga (como aliás ele tinha avisado numa entrevista, por estar a prepara já o seu novo album). E assim com o tempo a correr acabou o espectáculo ainda com 2 encores. Foram 2 horas e meia que passaram rapidamente sem se dar por isso devido à excelência das cantigas dos 3 cantores. Pena foi o som com metade das palavras debitadas não se perceberem (Por exemplo as 4 quadras soltas foram renovadas e o ninja acabou por não perceber as mudanças nelas). Deve ter sido por isso um bom concerto, o ninja apesar de ter lá estado não pode é inferir desse facto.