E agora vai-se começar a ver se o "Harry Potter" irá ser mesmo actor ou se não passará mesmo apenas do simpático jovem mágico. Este A mulher de negro é o primeiro filme que Daniel Radcliffe faz após os filmes dos contos de J. K. Rowling. E para já não dá para dar muitas certezas. Mas o filme tem outra particularidade, pois é também um dos filmes com que a Hammer, famosa produtora inglesa de filmes de terror nas décadas de 60 e 70, tenta um regresso. E promete algo, o que já não é mau. É um filme onde a narrativa, não é nova e onde tudo parece até datado, mas não faz com que seja propriamente um mau filme, antes pelo contrário.
A mulher de negro é um filme de fantasmas, onde Daniel faz o papel de um advogado viúvo com um filho pequeno e que nunca aceitou a perca da sua mulher. É enviado para uma aldeia nos confins do mundo para tratar dos papeis de uma casa perto dessa aldeia onde o morreu o seu último habitante. Mas os problemas começam logo que chega a essa aldeia, porque todos os habitantes da aldeia parecem querer que ele se vá embora e abandone a aldeia o mais rapidamente possível. Como não poderia deixar de ser neste tipo de estórias existe uma maldição nessa casa que afecta toda a aldeia, sendo isso que os seus habitantes tentam evitar, e Arthur Kipps vai ao longo desta narrativa descobrindo as razões de tudo o que se passa na aldeia.
Caso ainda não tenham percebido este é um filme de Terror, mas que faz mais lembrar clássicos como A casa maldita (claro que sem a mesma qualidade) ou como a onda de Terror Japonês que teve o seu auge há cerca de 15 anos onde o terror é essencialmente atmosférico. E acreditem que até dá para dar alguns saltos na cadeira. Mais uma vez prova (pelo menos para o Ronin) que na maior parte das vezes o medo é melhor criado por aquilo que não se vê do que por aquilo que se vê. E é por isso que o vosso Samurai diz que é neste sentido um pouco datado, uma vez que este tipo de Terror quase já não existe nas nossas salas tendo sido nos últimos tempos pelos sempre em voga Slashers com jovens adolescentes ou ultimamente mais pela vaga de Torture Porn.
O problema no filme acaba por ser mesmo Daniel Radcliffe que sendo a única "estrela" do filme (só com actores britânicos, muitos deles vindos da televisão) e à volta do qual tudo gira acaba por desapontar um pouco, já que muitas vezes parece demasiado inexpressivo e não criando uma personagem com o qual o público crie afeição devido a essa mesma inexpressividade. Cria-se assim outro grande problema, já que girando quase tudo há volta de Arthur as outras personagens praticamente não evoluem e encontram-se sempre num mesmo plano.
Apesar disso o ninja até gostou do filme pois com a excepção desses pormenores até está bem construído, principalmente a nível do ambiente e da acção (e seu tempo) que vai decorrendo nele que é a adequada para este tipo de filme. Embora não seja um grande filme é um filme em que se passa bem cerca de uma hora e meia e onde nesse espaço de tempo se apanham alguns sustos. Não tem muito para oferecer, mas também não desaponta quem gosta deste tipo de cinema de terror. Vão ver e depois digam da vossa opinião.



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