segunda-feira, 5 de março de 2012

Jim Henson deve estar orgulhoso


Aviso à navegação: quem gosta das marionetas criadas por Jim Henson vai adorar o filme e vai continuar a gostar dos Muppets, quem não gosta, não deverá de certeza mudar de opinião com este filme. Ou seja este filme é uma grande homenagem a estas simpáticas (umas delas bem menos simpáticas) marionetas.
A estória não tem algo de novo, mas se calhar por causa disso é que é tão boa: Walter é o maior fâ que se conhece dos Marretas e ele próprio também o é (embora sem o saber) e isso faz com que se sinta muitas vezes deslocado de tudo e de todos. O seu "irmão" Gary tinha combinado com a namorada ir a Hollywood e convida-o a ir para ele ver o Teatro dos seus ídolos. E Walter por mero acaso acaba por ouvir uma conversa do milionário Tex Richman a dizer que acabará por destruir a já de si abandonada antiga casa destas simpáticas marionetas. A partir daí consegue reuni-las, já que tinham ficado cada uma para o seu lado e juntos reunem-se num último espectáculo para tentar salvar a sua antiga casa.

Toda esta estória é contada com muito coração e com muito respeito ao legado que Jim Henson construiu. Claro que não faltam, como nas várias encarnações de Televisão (a última já tem mais de uma década ... é de 98!!!) as grandes canções escritas aqui por Bret McKenzie(o ronin tinha já dito que havia uma que queria que fosse nomeada para os Óscares, no entanto acabou por ser outra a nomeada e até ganhou o prémio este ano),  os cameos de várias estrelas e as várias desventuras para preparação do espectáculo. A juntar a isto há a novidade dos marretas terem mais um problema: adaptarem-se aos novos tempos e fazerem ver a quem nãos os conhece ou quem se esqueceu deles o quanto divertiram milhares e milhares de crianças. 
E é isso que faz o filme bom tão bom e tão alegre (é um crime não sair da sala de cinema contente depois de ver este filme, pior mesmo só seria acreditar nas asneiras que a Fox News disse quando estreou o filme nos EUA, algo que até foi bem respondido pelos próprios Marretas). Por último faltam as interpretações dos actores todos eles a divertirem-se e muito com o que estavam a fazer e era só isso que precisavam de fazer: afinal de contas as estrelas são so Marretas, não eles.

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