Ainda não foi desta que Fincher falhou (quem dera a muitos ter como pior filme algo como O estranho caso de Benjamim Button, que embora seja uma obra menor e claramente para ganhar prémios, é melhor do que muito do que chega às nossas salas de cinema). O realizador norte-americano a partir da História de como foi criado um dos símbolos da Internet na actualidade, o Facebook (notícias para todos, o vosso ninja não tem conta nessa rede social, por isso não me procurem lá), conta uma excelente estória sobre a ganância e a procura do poder pelo ser humano. O filme começa com um extraordinário diálogo entre Mark Zuckerberg e a sua namorada em que esta ao acabar com ele diz qualquer coisa como "Mark não vais ter muitas raparigas a te seguirem e vais pensar que é porque és um geek. Essa não é a realidade isso vai acontecer porque és um asshole (insulto que significa algo como imbecil, idiota ou arrogante). E durante as cerca de duas horas seguintes o filme mostra então o porquê desta afirmação dela mostrando os podres e os defeitos de todos os intervenientes na criação desta rede social. Não há aqui heróis bonzinhos ou Ghandis, o que há são potenciais
déspotas que fazem de tudo para conseguir o que querem. Talvez a figura menos má no filme seja a do brasileiro Eduardo Saverin, o antigo melhor amigo de Zuckerberg, o que também não é de admirar pois o filme parte da versão deste. Mas mesmo este é retratado como alguém longe de ser perfeito. O filme mostra assim que os génios são comuns mortais e que têm mesmo muitos defeitos como todos nós (com a óbvia excepção aqui do Ronin como é óbvio). No fundo A rede social poderá ser vista como uma sequela de Wall Street (melhor aliás que a verdadeira sequela, que na realidade não deveria ser feita). Destaque no filme além do excelente argumento e construção de toda esta estória, para a interpretação de Jesse Eisenberg como Mark Zuckerberg. O ninja aconselha-vos a ver como foi feita a manufactura desta rede social (ou talvez não - isto é apenas uma ficção ou não será: Zuckerberg diz que nada daquilo é verdade, mas deixa-nos na dúvida)



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