domingo, 16 de setembro de 2012

MOTELx 2012 - o que o Ronin achou

The Raid: Redemption

É um dos filmes com mais hipe dos últimos tempos este filme indonésio. É um bom filme de acção que quanto ao vosso humilde samurai também está a ter esta atenção devido à sua proveniência (sejamos honestos: quantos conheciam algo do cinema indonésio? O ninja admite que não conhecia apesar da relativa proximidade geográfica).  O filme narra a tentativa de um conjunto de polícias(ainda por cima novatos) de tentar conquistar um prédio que é a base de um dos principais líderes do tráfico de droga e que parece intransponível. Tudo começa bem, mas claro que acabam por ser descobertos e cercados no prédio. O objectivo deles passa então a ser apenas o de sobreviver há medida que vão ficando cada vez menos vivos e mais rodeados por toda a espécie de perigos que existem no local (não devem existir pessoas "normais" naquele prédio... parecem ser todos serial killers e que gostam de ver sofrer). Como se vê a narrativa não será muito elaborada: o que faz toda a gente andar a salivar por ele são as cenas de acção e de lutas entre os vários protagonistas... um pouco como aconteceu há cerca de uma década com Ong-bak e de facto as coreografias são muito boas (feitas por alguns dos principais actores como Yayain Ruhian ou Eka "Piranha" Rahmadia) que fazem recomendar este filme. O ninja gostou, mas não acha que o filme seja merecedor de todo o tipo de elogios que tem recebido. De qualquer forma é um filme que se tem de ver este ano.



Vampire

Co-produção japonesa e canadiana falada em inglês  realizada pelo japonês Shunji Iwai e baseada num caso verídico. Narra o caso de um professor que visita(va) fóruns na Internet de suicidas que mata(va) para depois beber o seu sangue. O filme é uma mistura entre a comédia e o drama, bem conseguida por sinal,  onde o professor tenta ter a sua vida normal rodeado por estranhas personagens. Tem alguns "tiques" de cinema adolescente norte americano, mas com uma sensibilidade muito própria do cinema japonês. Tem uma excelente fotografia e é um filme claramente para ver, principalmente para quem está habituado e gosta do cinema japonês daquele mais calmo 



Tôkaidô Yotsuya Kaidan/
Kaidan: Ikiteiru Koheiji

2 filmes de Nobuo Nakagawa, para muitos o pai do cinema de terror moderno japonês, e realizador que o Festival resolveu dar a conhecer (ainda passou uma terceira obra deste profícuo realizador: Bôrei kaibyô yashiki). Os dois filmes partem de peças de teatro: o primeiro, um dos principais filmes de Nakagawa  é baseado numa peça Kabuki, enquanto o 2º, a última obra antes do realizador morrer é baseado numa peça de Senzaburô Suzuki, mas apesar disso têm bastantes diferenças. 
Tôkaydô Yotsuya Kaidan é um filme de vingança de um(a) fantasma perante o seu marido, algo que é recorrente no cinema japonês e é um filme típico de terror enquanto Kaidan: Ikiteiru Koheiji é a estória de um triângulo amoroso e que é muito mais experimental na sua confecção. Embora  sejam totalmente opostos na sua forma são ambos bons filmes e que o ronin aconselha a ver. É preciso contudo quando se for ver, principalmente no primeiro filme, contextualizar a altura do filme (1958) o que faz com que algumas cenas que poderiam ser aterradoras naquela altura, mas que na actualidade podem provocar risos. O ninja sente-se envergonhado por não conhecer a obra do seu conterrâneo, mas vai procurar ver mais filmes de Nakagawa e do que viu de facto deu para perceber algumas influências para a actualidade.,

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