Já estreou o novo filme de Woody Allen, Meia-noite em Paris e apesar do que digam não me parece que seja um Woody Allen vintage. É um bom filme (Woody Allen apesar de tudo não sabe fazer maus filmes), mas não é uma obra que se diga que ele voltou à sua melhor forma. Será mais ao nível de um Scoop, que de um Match Point por exemplo. Apesar disso vê-se com prazer este filme que é antes do mais uma carta de amor a mais uma cidade europeia, sendo desta vez Paris. Woody Allen tal como nos seus últimos filmes não entra, optando por colocar desta vez Owen Wilson no papel do seu alter-ego, Gil um argumentista de Hollywood que está a preparar o seu primeiro romance e que vai passar férias a Paris com a sua noiva e pais (dela). Apaixonado pela cidade mesmo antes de a conhecer ele vê esta visita como algo para o ajudar a acabar o romance. Mas a relação dele com os pais dela não é a melhor e ao mesmo tempo aparece na cidade um antigo professor de Inez, pelo qual ela não esconde ter uma atracção e que é o oposto quase completo de Gil. Só que há uma noite em que ele bebendo um pouco de mais opta por não ir para uma discoteca com os outros e andar antes por Paris a pé. É assim que entra numa Paris mágica onde encontra várias figuras históricas (Hemingway, Cole Porter, o casal Fritzgerald, Gertrude Stein) da Paris dos loucos anos 20 que o vão ajudar na sua vida profissional e amorosa. É assim mais um good feel movie do nosso Woody em que desta vez ele presta homenagem à cidade de Paris , filmando-a duma forma muito bonita (principalmente a Paris de noite, um pouco como Richard Linklater tinha filmado Viena em Antes do amanhecer), mas onde nem tudo é perfeito: nunca é dado a perceber por todo o filme qual a razão de Gil e Inez estarem noivos, dado que as suas personagens são praticamente opostas em tudo principalmente no seu pensar. Ao mesmo tempo surgem no filme alguns momentos mais parados (aquilo a que os norte-americanos chamariam dull moments) que nos fazem quase desligar do filme. Apesar disso a forma como é retratada a Paris dos anos 20 e de algumas personagens dela tornam um filme em algo a ver/rever e melhor que muitos filmes que andam por aí.
domingo, 25 de setembro de 2011
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