E no entanto até foi um bom concerto o dos Best Coast ontem no Lux. Isto porque o lugar não era claramente o ideal e o tempo também (ainda) não. O som também não ajudou, com demasiado feedback e com o princípio do concerto a quase não se ouvir nada: Bratty B foi mesmo cantada duas vezes por essa razão. Mas a simpatia de Bethany Cosentino interagindo com o público (e desculpando-se várias vezes pelos problemas técnicos do qual eles eram os menos culpados) e as canções (que apesar de serem solarengas são todas elas boas) acabaram por o salvar.O concerto acabou por ser pequeno, o que se compreende também por a banda ter apenas um álbum e as suas cantigas serem regra geral pequenas, mas resultou e os assuntos preferidos da carismática Bethany Cosentino (amores/desamores; sol; Snacks, o seu gato super-estrela e até a "weed" ) estiveram sempre presentes nas conversas dela com o público. Ainda deu para ouvir algumas novas canções que parecem continuar a temática e o som do primeiro álbum da banda e que deram para os presentes no apinhado Lux dançar um bocadinho. O concerto acabou em grande com When i'm with you e já em encore Each and everyday com direito a uma mini-jam feita pelos elementos da banda e todos sairam contentes ali dos lados de Santa Apolónia apesar das condições ali existentes(claramente não um espaço para concertos de rock). Antes dos Best Coast estiveram os portugueses Iconoclasts e o samurai ao vê-los começou a pensar que já devia estar velho: há uns 10 anos até poderia achar alguma piada a esta amalgama (o ninja lembra-se à cabeça de At the drive-in ou de Los Campesinos) coordenada por duas vozes que mais não faziam do que gritar as letras das canções.
Voltando às coisas boas Bethany prometeu que voltaria. Esperemos que sim, desta vez num espaço e com som a condizer.


