O velho ninja não resistiu a ver mais uma vez Ponyo à Beira-mar, e acha que o mestre Miyazaki continua em forma. Não é claramente o melhor filme dele, mas não deixa de um grande filme, mostrando numa altura em que, principalmente, a partir da animação norte-americana quase tudo feito por computador (não que seja mau), a animação manual não perdeu o seu fulgor. Como eu tinha referido aquando da sua estreia é talvez o filme mais infantil que Miyazaki fez desde Majo no Takkyûbin (Kiki's delivery service). Isso talvez aconteça porque ele foi à pouco tempo avô (aliás ele próprio já referiu que escreveu esta estória para poder contar às crianças e ao seu neto em especial). No entanto a principal temática deste grande autor continua nesta estória: a luta entre a Natureza e a Modernidade.Em quase toda a sua obra este autor procura mostrar que embora a Modernidade possa ser importante para dar algum conforto ao ser humano é preciso ter algum cuidado com ela para que não destrua a Natureza, que é bastante mais importante para nós. Há quem considere este filme como a versão japonesa a A pequena sereia e, embora tenha algumas semelhanças essa afirmação não é totalmente correcta. Ele conta e estória de Sosuke um rapazinho de 5 anos que vive no cimo dum monte, e que num dia antes de ir para o jardim-de-infância decide ir à praia e encontra um peixinho muito engraçado. Na realidade esse peixinho não é mais do que Ponyo, filha de uma deusa do mar e dum feiticeiro. A partir daqui nasce uma estória de amor entre os dois, com a pequenina Ponyo a desejar a partir daí tornar-se humana e Sosuke a acabar por descobrir, em conjunto com a sua mãe, que Ponyo (ou Brunilde, seu verdadeiro nome) não é um peixe normal. Durante esta estória há várias peripécias pelo qual passam os dois devido ao problema que entretanto arranjaram (só vendo o filme é que se percebe esta afirmação, eu sei. Mas assim os meus poucos leitores perdem a magia de ver o filme e é isso que o velho ronin que que aconteça.), mas acaba por correr tudo bem, com quase todas as personagens a conseguirem os seus intentos. O velho samurai como já deu para perceber gostou do filme. É verdade que é muito infantil, mas quem não gosta de ver magia tão bem feita como aquela produzida pelo velho Miyazaki? Depois de ver este filme constata-se a razão pela qual John Lasseter (principal responsável da Pixar, autor dos 2 Toy Story) tem uma admiração tão grande por ele. Por útimo de referir a excelente banda-sonora feita, como sempre, pelo génio Joe Hisaishi e que não tem nenhuma falha,sempre muito infantil, mas também sempre tão bela (algo que ele também faz sempre nas suas bandas-sonoras para outro grande autor japonês (Takeshi Kitano). Ainda por cima não estamos nos Estados Unidos e por isso não levamos com a canção feita pela Disney para acompanhar o final do filme (Que pena! Estou claramente desapontado com isso!) cantada por essas grandes vedetas que são Noah Cyrus e Frankie Jonas.


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